quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Curiosidades do Mundo Gastronômico - 03


Abóbora de 781,8Kg vence concurso no Canadá

A cidade de Port Elgin, em Ontário, Canadá, foi palco nos dias 3 e 4 de outubro da 23ª Pumpinkfest, um concurso de abóboras gigantes. A abóbora vencedora do sábado, dia 3, pesava 1678 libras (aproximadamente 761,8Kg) e estabeleceu um novo recorde no festival. O casal vencedor, Jane e Phil Hunt, da cidade de Cameron, na província de Ontário, ganhou um prêmio de mil dólares canadenses. O segundo lugar ficou com Eric Sundin, com uma abóbora de 1451,5 libras (658,9kg), de Stoney Creek, na mesma província.

A Port Elgin Pumpinkfest foi criada como incentivo para melhorar os negócios da região. O primeiro grande evento foi realizado em 1986 e ficou conhecido como "The Great Pumpkin Event". Na ocasião as abóboras pesavam 250 libras (113,5Kg). O concurso também elege a abobrinha e a melancia mais pesadas. Além disso, premiam os maiores girassóis, e o vegetal mais bizarro. Segundo a brasileira Jane Thede, que esteve presente no evento, a festa atrai competidores dos Estados Unidos e é uma tradição. "Eles tinham também melancias de 54Kg, repolhos imensos, abobrinhas de 60kg e por aí vai...". O evento reúne também uma exposição de carros antigos.

Em 6 de outubro, uma produtora rural venceu o concurso Ohio Valley, nos Estados Unidos, ao apresentar uma abóbora que pesava mais de782Kg.

Abóbora campeã do concurso em Port Elgin - Canadá.

Curiosidades do Mundo Gastronômico - 02


Chefs franceses preparam “maior tiramisú do mundo”


Um tiramisú preparado em um festival de culinária na França foi no último dia 31 foi reconhecido pelo livro Guinness World Records como o maior do mundo. Com mais de uma tonelada, ou exatamente 1.075,92 kg, a sobremesa gigante foi montada sobre uma pista de patinação de gelo, especialmente adaptada para manter o doce fresco. Mais de dez chefs doceiros viraram a noite em Villeurbanne, perto de Lyon, batendo ovos e adicionando creme, açúcar e cacau à mistura. Foram usados 300 kg de queijo italiano mascarpone, 60 kg de creme, 192 kg de açúcar, 180 kg de biscoitos champagne, 12 kg de chocolate e 4,8 kg de cacau em pó.

O tiramisú é uma sobremesa italiana que pode ser traduzida livremente como "alce-me", ou "leve-me ao céu".

Com a façanha, os doceiros franceses bateram o recorde de maior tiramisú do mundo, que antes pertencia a uma iguaria de 783 kg preparada por uma equipe suíça.

Curiosidades do Mundo Gastronômico - 01

Reino Unido mantém vivo o legado da criação de Lord Sandwich

A cada ano, os britânicos devoram 11,25 bilhões de sanduíches, produto que se transformou em parte fundamental de sua dieta e que deve seu nome a Lord Sandwich, nobre e político inglês do século XVIII que pediu carne entre dois pedaços de pão para não deixar sua mesa de jogo.

Os dados sobre o consumo de sanduíches no Reino Unido são da Associação Britânica do Sanduíche, cujo diretor, Jim Winship, disse à Agência EFE que 75% deles são preparados em casa. Os 25% restantes - 2,8 bilhões de sanduíches - são comprados em supermercados, cafeterias, lanchonetes e quiosques, em um negócio que emprega 300 mil pessoas e ao qual pertencem 15 mil empresas, incluindo o varejo. Não existem estatísticas em nível europeu ou mundial, mas, dada a importância do sanduíche na alimentação diária dos 60 milhões de habitantes do Reino Unido, Winship admite que o país seja, provavelmente, o maior consumidor de sanduíches do mundo.

A imagem de dezenas de executivos aproveitando sua hora do almoço para comer um sanduíche em algum parque londrino é comum, principalmente em Canary Wharf e na City, o distrito financeiro da cidade. Entretanto, o sanduíche não é um produto que pertence a determinadas classes sociais ou faixas etárias, e faz parte também do almoço dos estudantes e dos cardápios de produtos para viagem vendidos em supermercados que, por duas libras, incluem também um pacote de batatas fritas e uma bebida.

As dúvidas sobre a conveniência de incluir um sanduíche na dieta diária aumentaram nos últimos anos paralelamente ao crescimento do número de pessoas obesas no Reino Unido, onde dois de cada cinco adultos são obesos, assim como 30% da população abaixo de 15 anos.

A história de como surgiu o sanduíche remonta ao século XVIII, época em que viveu John Montagu (1718-1792), quarto Conde de Sanduíche, uma cidade marítima situada no leste do Reino Unido. Montagu foi um político que estudou na Universidade de Cambridge e passou parte de sua juventude viajando pela Europa. Sua carreira começou em 1744, quando foi nomeado Lorde do Almirantado da Marinha Real Britânica. Daí continuou progredindo até fazer parte do Governo do primeiro-ministro Henry Pelham (1748-1751) e ocupar o cargo de secretário de Estado. Também foi o patrão do famoso capitão James Cook, que decidiu batizar como Ilhas Sanduíche um arquipélago descoberto em 1778 no Oceano Pacífico - o Havaí. Sempre envolvido em polêmicas, a vida pessoal do conde de Sandwich foi turbulenta. Foi casado com uma mulher que enlouqueceu, passou 16 anos com uma famosa cantora que lhe deu cinco filhos - até que um fã a assassinou - e documentos da época o acusa de corrupção por usar "o patrimônio do escritório do Almirantado em subornos de caráter político". O nobre ficou conhecido também por ter promovido a música da época - diz-se que Händel não seria hoje tão famoso sem sua ajuda -, mas teve sua biografia manchada por ser o responsável da Marinha Real Britânica durante o período de perdas de colônias americanas. O momento exato no qual o sanduíche nasceu remonta ao ano de 1762 (embora outros especialistas digam que foi em 1765) em um exclusivo clube de jogo ao qual só 25 homens podiam entrar, sendo que um deles era o Príncipe de Gales.

O escritor francês Pierre-Jean Grosley relatou a ocasião da criação do prato em um de seus livros: "Um secretário de Estado passou 24 horas em uma mesa de jogo, tão absorto nisso que, durante todo o tempo que esteve ali, não comeu nada além de um pedaço de carne entre duas fatias de pão tostado, que devorou sem tirar os olhos do jogo". "Este novo prato começou a virar moda durante minha estadia em Londres e adotou o nome do político que o inventou", explica Grosley.

O historiador Nicholas Rodger, autor de um livro sobre a vida de John Montagu, defende que esta história pode ser apenas um rumor, embora considere o Lord Sandwich como o verdadeiro criador do sanduíche em sua forma original, com carne bovina entre dois pedaços de pão. Nem seu papel ao comando da força naval britânica, nem seu trabalho no Governo, nem seu mecenato sobre Händel e o capitão Cook; o nome de Lord Sandwich estará ligado para sempre a esses dois pedaços de pão, com os quais, mesmo sem saber, passou para a posteridade.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ingredientes Afrodisíacos


Através dos séculos, a humanidade tem se preocupado em melhorar a arte de amar, aprimorando a qualidade do sexo. Pesquisar as qualidades estimulantes dos alimentos faz parte da história das civilizações. Muitas receitas afrodisíacas foram se perdendo com o passar do tempo. Algumas, porém, sobreviveram até hoje, graças à tradição oral, que preservou tais ensinamentos através das gerações.

Na Grécia Antiga: para os gregos, o culto a Afrodite tinha uma preocupação efetivamente religiosa de ceder à sensualidade. Considerando-se que o melhor da vida era a busca do prazer, eram realizados festivais orgíacos, em que o consumo abundante de poções e alimentos afrodisíacos tinha por finalidade o extravasamento desse preceito. Na culinária, tinham preferência por cebolas, cenouras e trufas. Depois ovos, mel e abacaxi. Ovas de esturjão, lesmas, peixes, crustáceos e frutos do mar. As cortesãs gregas tinham por hábito usar o perfume da violeta em suas zonas erógenas. Este, misturado ao suor e às secreções femininas, estimulava homens de diferentes idades, excitando os mais jovens e aliviando a melancolia dos mais velhos. Cleópatra, nas suas aventuras amorosas, passava uma pasta de mel com amêndoas moídas em suas partes íntimas para que os amantes a lambessem.

Entre os romanos: já a civilização romana acrescentava à lista dos alimentos gregos os órgãos genitais de vários animais, como, por exemplo, o burro, o lobo e o veado. Além disso, comiam ostras, favas, pimenta amassada com semente de urtiga, cheiro verde e cogumelos. Nos festins, os escravos contavam entre suas tarefas a de aromatizar os cômodos soprando perfumes e jogando flores do teto. Os romanos costumavam presenciar cenas eróticas em peças teatrais e se regalar em jantares em que serviam fígado de lúcio, miolos de pavão e língua de guará.

No cristianismo: Com o cristianismo, o sexo prazeroso transformou-se em culpa. Os prazeres sensuais foram considerados pecaminosos, e o conhecimento de afrodisíacos associado à magia amorosa, considerado pernicioso pela Igreja. Na tentativa de melhorar o sexo, o amante medieval recorria a formas não legais de aprimoramento, acrescentando certos ingredientes esdrúxulos à alimentação afrodisíaca, como coração de sapo e gordura das vítimas de enforcamento. Daí o sentimento de culpa associado ao prazer. O fedor do lixo e das fezes por trás das cortinas dos castelos medievais era amenizado cobrindo-se o chão de pétalas de flores e ervas aromática, que se confundiam com o pesado ar desses recintos. Através da propagação de usos e costumes pela fala, as mais atraentes poções e curas conhecidas dos tempos antigos ainda eram lembradas, nesta época, e tinham sua reputação reforçada por séculos de uso.

Na Inglaterra: Durante o reinado dos Tudor, o estudo e o interesse pelos afrodisíacos permaneciam. Especialistas atribuíam propriedades a alimentos importados de outros países. Exemplo disso são os tomates e as batatas importadas do Peru, que, devido à sua origem exótica, eram considerados poderosos estimulantes. Além disso, porcos, corças, carneiros, galinhas e salmão eram servidos em banquetes regados a molhos picantes. Após a dissolução dos mosteiros e a limitação da propriedade de terras, os ingleses pobres começaram a passar fome. O Puritanismo estabeleceu-se, então, abolindo qualquer tipo de condimento que excitasse as paixões. Uma alimentação simples era o mais apropriado. No reinado dos Stuart, após a Restauração, os excessos sensuais culinários retornaram às mesas. Os ricos, para satisfazer seus anseios de apurar os sentidos, contratavam serviçais franceses especializados em iguarias, tais como, tortas, geléias, bolos, creme de cogumelos, rins, trufas, cotovias, nozes e aspargos.

Na França: no século XVIII, as proprietárias de bordéis competiam entre si com a mais variada e excelente refeição para atrair a clientela abastada. Os pratos eram condimentados com pimenta, gengibre e outros temperos exóticos, para aumentar a energia. Além disso, os folhados e o chocolate eram fartamente abastecidos com cantárida (mosca espanhola). Tinha-se à disposição todo tipo de afrodisíacos, em poções, pílulas e perfumes.

Entre os árabes: os árabes enriqueceram a História com obras de ciências, astronomia, medicina, filosofia e condimentos exóticos para temperar as refeições. Na obra "O Jardim Perfumado para Deleite da Alma", do xeque Nefzawi, encontra-se uma grande orientação sobre afrodisíacos, como por exemplo, o de recolher a gordura da corcova do camelo, derretê-la e, então, aplicá-la no pênis. Isto provocaria muitas coisas, até mesmo tornar esplêndido um membro pequeno.

Na Índia: com cinco mil anos de civilização, a Índia possui uma rica tradição sexual, da qual se destaca o tantra, prática em que o conhecimento é obtido através do êxtase. A arte erótica se expressa através de pinturas, esculturas e na literatura. Livros, como Ananga Ranga e Kama Sutra, contêm valiosas referências afrodisíacas a aspargos cozidos, melado com leite e alcaçuz, arroz e ovos de pardal cozidos com mel e leite, e suco de bhuyia-kothali, além das cebolas, alho e feijão. Fazem ainda referência a um ingrediente muito especial, que aplicado aos olhos faz com que todos fiquem fascinados. Trata-se da carne de coruja misturada ao pó de cérebro humano colhido na pia crematória.

Na China: na China, há mais de dois mil anos, um monge taoísta compilou notas das maratonas sexuais de sua esposa com inúmeros voluntários, a fim de desenvolver dietas que preservassem integralmente a saúde e aumentassem a alegria genital feminina. Para os chineses, o simbolismo sexual era muito importante. Por conta disso, chifres de animais, plantas e cogumelos nos formatos de pênis eram muito populares. Os ingredientes afrodisíacos mais usados eram ginseng, canela, algas, enxofre, pinhão, pepinos e fígado de vários animais. Além disso, prescreviam-se secreções sexuais e fezes humanas e de animais conhecidos pelo seu caráter predatório, como ursos, cabras e touros.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Gnocchi Della Fortuna


Conta a lenda que São Pantaleão, num certo dia 29 de dezembro, vestido de andarilho, perambulava por um vilarejo da Itália. Faminto, bateu a porta de uma casa e pediu comida. A família era grande e tinha pouca comida, mas apesar disso, eles não se importaram em dividir o seu gnocchi com o andarilho, cabendo a cada um 7 massinhas. São Pataleão comeu, agradeceu a acolhida e se foi. Quando foram recolher os pratos, descobriram que embaixo de cada um havia bastante dinheiro. Por isso, tradicionalmente, todo dia 29 é dia do gnocchi da fortuna ou da sorte, acompanhado do famoso ritual de colocar dinheiro embaixo do prato, comer os primeiros sete pedacinhos em pé, fazer um pedido para cada um deles e depois, comer à vontade.


Segue abaixo uma fácil preparação de gnocchi para o próximo dia 29.

Gnocchi Alla Bava

Ingredientes:
- 500g de Batata (cozida, bem amassada e fria);
- 150g de Farinha de Trigo;
- 1 Ovo;
- 300g de Queijo tipo Gruier;
- 100g de Manteiga (sem sal) derretida;
- Sal e Pimenta Branca à gosto.

Modo de Preparo:
Misture a batata, a farinha de trigo, o ovo, o sal e a pimenta branca. Sove até que a massa fique homogênea e não grude na mão. Se necessário adicione mais farinha. Faça rolinhos e corte-os em pedacinhos do tamanho que lhe apetece. Em uma panela grande, ferva água com sal e coloque o gnocchi para cozer. Assim que começarem a subir, retire-os e reserve em uma travessa. Misture a manteiga derretida e o queijo tipo gruier e despeje na travessa com o gnocchi. Leve ao forno pré-aquecido à 180º por 10 minutos, ou até que doure o queijo. Sirva assim que sair do forno.

Abaixo segue foto ilustrativa do prato.