terça-feira, 25 de maio de 2010

Breve resumo sobre a culinária grega

A culinária grega contemporânea é tipicamente mediterrânea, e utiliza extensivamente o azeite, grãos e pães, vinho, peixes e diversos tipos de carnes, incluindo aves e coelho. Entre os ingredientes típicos da culinária grega estão a carne de cordeiro ou de porco, azeitonas kalamata, queijo feta, folhas de uva, abobrinha e iogurte. Entre as sobremesas predominam o mel e as nozes. Alguns pratos se utilizam de massa folhada.

O elemento mais característico e antigo da culinária grega é o azeite, utilizado em quase todos os seus pratos. É produzido a partir das oliveiras, muito presentes em toda a região, que dá um toque característico à comida grega. O grão mais utilizado na Grécia é o trigo, embora a cevada também seja cultivada. Entre os legumes e verduras cultivados estão o tomate, a berinjela, batata, vagem, okra, pimentões e cebolas. O mel é extraído do néctar de árvores frutíferas e cítricas: limoeiros, laranjeiras, além do mel, do tomilho e do que é extraído das pinhas produzidas pelas coníferas. O lentisco, resina aromática com coloração de marfim, é cultivado na ilha de Quios, situada no mar Egeu.

A culinária grega utiliza-se de mais ervas e temperos do que é comum com outras culinárias do Mediterrâneo: orégano, menta, alho, cebola, endro e folhas de louro, manjericão, tomilho e funcho. Muitas receitas gregas, especialmente no norte do país, utilizam-se de ervas "doces", como, por exemplo, cravo e canela em cozidos. Os sabores gregos frequentemente são caracterizados pelo uso de menta e noz-moscada.

O terreno do país favoreceu a criação de cabras e ovelhas, no lugar de vacas, e, desta maneira, pratos com carne bovina são mais raros. Pratos feitos com peixes são mais comuns, especialmente nas regiões litorâneas e nas ilhas. Uma grande variedade de queijos também é utilizada na culinária da Grécia; alguns dos tipos são: Feta, Kasseri, Kefalotyi, Graviera, Anthotyros, Manouri, Metsovone e Mizithra.

O espírito rústico da culinária grega geralmente se opõe a muito refinamento, embora as tendências recentes tenham indicado que a culinária contemporânea do país esteja se deslocando a um enfoque mais refinado. Comer fora sempre foi uma prática comum no país; estabelecimentos como a taverna e o expiatório, espalhados por todo o país, servem comida grega caseira tradicional a preços acessíveis, tanto para locais como para turístas.

Recentemente o fast-food veio se tornando popular na Gréica, como no resto da Europa, com diversas cadeiras estrangeiras abrindo franquias. A maioria dos gregos, no entanto, ainda tem como base de sua alimentação os pratos ricos e extensos de sua culinária. Além disso, algumas comidas tradicionais dos gregos, em especial o souvlaki, gyros, saunduíches do pão pita, tiropita e spanakopita, entre outros, são servidos no estilo fast-food.


Salada Grega - salada de tomates, pepinos, cebolas, azeitonas pretas, pimentões verdes e queijo de ovelha (feta), regada e temperada com vinagre, azeite de oliva, sal e pimenta.

Meze - ou em algumas literaturas mezze, é uma seleção de acepipes (pequenos pratos salgados) tradicionalmente servidos com ouzo (bebida de anis) na Grécia e raki (licor derivado da uva) na Turquia.

Revithia - tradicional sopa de grão de bico e legumes.

Taramasalata - ou taramosalata, é um prato feito com ovas de bacalhau ou de carpa, salgadas e defumadas, misturas com azeite e sumo de limão.

Fonte e fotos: by Internet

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Breve resumo sobre a culinária espanhola

As diferentes cozinhas espanholas formam um conjunto gastronômico situado entre os primeiros do Ocidente, juntamente com a cozinha francesa e a italiana. Dentre as cozinhas espanholas destaca-se a basca, seguida da catalã e da andaluza.

A cozinha espanhola é marcada pela diversividade de pratos regionais, resultado de várias formas de comer, usos e costumes, dos povos que se fixaram na Ibéria. Fenícios, romanos e principalmente árabes contribuíram, na sua gênese, para a formação da mesa espanhola. Os romanos introduziram a famosa trilogia mediterrânea: pão, azeite e vinho. Os árabes, fruto de uma permanência de quase oito séculos, contribuíram de forma vincada no caráter da gastronomia espanhola. Introduziram o arroz, a laranja, o açafrão, a canela, o alho, entre muitos outros produtos. Depois das descobertas, os produtos vindos de novos continentes, vieram enriquecer esta dieta sã.

A cozinha espanhola ganha também pelos seus cozidos com vinho, em especial o xerez. Usa-se mesmo o chocolate, foram os espanhóis responsáveis pela sua introdução nos hábitos de consumo da Europa.

Com a caça também se fazem pratos de alta cozinha, especialmente com o usa da perdiz, javali e cabrito montês.

A charcutaria (presunto e enchidos picantes) caracteriza a cozinha mais rústica de algumas regiões. Os queijos são de gosto forte, à base de leite de cabra ou de ovelha, menos usualmente de vaca.

Na gastronomia espanhola cabe ainda referência para os churros (fritos quentes) e o turrón doce, espécie de nogado com muitas variedades. Nos cafés petiscam-se tapas, aperitivos muito condimentados, por vezes valendo quase uma refeição completa.

Os doces são ricos em açúcar e amêndoas: folhados, tortas recheadas com doce, pudins de laranja e etc.

Há quem afirme sem medo que a cozinha basca é a melhor da Espanha. Destaque feito para os peixes como o Bacalhau Al Pil Pil, soberbo pela simplicidade dos ingredientes. Do País Basco chegam também as lulas cozinhadas na sua tinta, molho verde, leve e aromático, utilizado sobre pescada. Tudo isso tendo por ingredientes somente alho, salsa e azeite. Também destacam-se ainda as sardinhas assadas em escabeche e as excelentes sopas de peixes. Nas carnes há de se referir as costeletas de Azpeitia.


Tapas - o conceito de tapas é uma das mais importantes contribuições espanholas para a gastronomia mundial. A tapa é um pedaço de comida pequeno e leve consumida antes do almoço ou da janta, sempre com um copo de vinho ou cerveja. A tapa pode ser apresentada de diversos modos: como um pincho (com um pau), como um mini prato de receita tradicional ou como um canapé.

Paella Valenciana - feita com carne e frutos do mar, surgiu na região de Valência, leste da Espanha, entre os séculos XV e XVI. Camponeses usavam carne de caças, legumes e arroz para cozinhar num tacho baixo de ferro que ia diretamente ao fogo de chão.

Bacalhau Al Pil Pil - preparado a base de alho, azeite e pimenta dedo-de-moça.

Turrón - massa doce obtida pela cocção de mel (ou açúcar) incorporada de amêndoas sem casca.

Churros - muito conhecido pelos brasileiros, é uma massa de formato cilíndrico, frita e passada numa mistura de açúcar com canela. Originalmente passa-se doce de leite ou chocolate derretido para comer.

Fonte e Fotos: Internet

domingo, 23 de maio de 2010

Breve resumo sobre a culinária alemã

Apesar de encravada no meio do caminho entre a França e a Itália (donas das gastronomias mais importantes do continente), a culinária alemã é pouco conhecida entre os brasileiros, exceto entre descendentes. A idéia geral é a de que se trata de uma cozinha "substanciosa" e "generosa" e que valoriza carnes de porco, repolho e cozidos.

Esta idéia geral não está totalmente incorreta, mas ao resumir a cozinha germânica a este conceito perdemos uma dezena de detalhes e variações culinárias, que, como em qualquer país, mudam de região para região.

Ao norte, por exemplo, onde as influências holandesas, escandinavas e polonesas misturam-se às tradições alemãs, encontramos sopas grossas, peixes e carnes defumadas. A Alemanha Central é conhecida por fazer uso de ingredientes como cerveja, pão e presunto, além de ragouts, vegetais frescos e doces folhados eslavos. No sul (em especial nas províncias de Baden e Rhineland, a terra do vinho), a carne de caça predomina. Na Bavária, por sua vez, os carros-chefes são as carnes e a pâtisserie.

Uma característica marcante da comida alemã é a mistura de frutas às comidas salgadas, como a sopa de cerejas e a sopa de enguias (com cenouras, ervilhas, arpargos, ameixas e damascos secos) especialidades de Hamburgo. Na região da Floresta Negra, há lombo de veado servido com maçãs e recheado com frutas vermelhas. O tradicional Himmel und Erde ("Céu e Terra") é feito de purê de batatas e maçãs e servido com linguíças grelhadas.

Foi a charcutaria que deu fama aos alemães. A variedade é imensa e está na mesa de famílias do país todo. Há salsichas para grelhar/fritar (bratwurst) ou pochear (kochwurst), feitas com um ou diversos tipos de carne e acrescidas de especiarias.

A weisswurst, por exemplo, é branca e leva vitelo, carne de boi e salsinha. Deve ser consumida de preferência fresca. A crocante bockwurst, mais conhecida aqui como salsichão de alho, pode ser pocheada ou grelhada. A frankfurter, uma das mais conhecidas, também é bastante crocante, mas mais fina e feita 100% de carne suína, diferentemente da weiner, a versão da frankfurter que permite carne bovina em sua composição. Ambas devem ser pocheadas, de preferência. A nurenberger, de carne de porco, ervas aromáticas e também branca, deve ser frita.

Outros componentes típicos da cozinha alemã são os pães de todas as cores e formatos, como os integrais, de centeio e trigo ou ainda temperados com gergelim e cominho (knackebrot e pumpernickel). Dentre os queijos, destaca-se o Quark, mole e normalmente misturado a cebolas, páprica e ervas. Variedades de carnes, peixes, frutos do mar e aves são encontradas em todo o país. Os alemães apreciam muito as ostras e mexilhões, assim como galinha e ganso. A carne moída típica de Berlim e Hamburgo virou o hamburger americano.

Dentre os vegetais, claro, o repolho de todas as cores lidera a preferência. Mas a batata, como em muitos países europeus, também é muitíssimo usada. Dentre as frutas, as mais típicas são as maçãs e cerejas, geralmente transformadas em conservas, geléias e eaux-de-vie (como o kirsch). Como sobremesa, há doces folhados, biscoitos, perfumaddos bolos de especiarias, além do típico e gigante bolo de natal, o baumkuchen, em formato de árvore. O marzipã é um dos chamarizes da cidade de Lübeck, que chama para si a responsabilidade de ter inventado a especialidade confeiteira.

Apesar de não ter a melhor reputação vinícola, especialmente no Brasil, a Alemanha possui vinhos preciosos. A bebida por excelência para acompanhar as refeições, no entanto, é a cerveja, claro!


Sauerkraut - repolho fermentado naturalmente com condimentos.

Knödels - bolotas macias de batata ou pão.

Kassler - pedaços de carne suína salgadas e defumadas, tradicionalmente carne do pescoço e do lombo, mas encontra-se também costeletas e carne da barriga.

Einsbein - joelho de porco.

Apfelstrudel - doce de maçã com massa folhada - de origem austríaca (Viena), mas muito tradicional na Alemanhã.

Fonte e fotos: Internet

sábado, 22 de maio de 2010

Breve resumo sobre a culinária portuguesa

A Culinária portuguesa, ainda que esteha restrita a um espaço geográfico relativamente pequeno, mostra influências mediterrâneas (incluindo-se na chamada "dieta mediterrânea") e também atlânticas, como é visível na quantidade de peixes consumidos tradicionalmente.

Muito mudou desde que Estrabão se referiu aos Lusitanos como um povo que se alimentava de bolotas. A base da gastronomia mediterrânea, assente na trilogia do pão, vinho e azeite, repete-se em todo o território nacional, acrescentando-se os produtos hortícolas, como em variadas sopas e os frutos frescos. A carne e as vísceras, principalmente de porco, compõem também um conjunto de pratos e petiscos regionais, onde sobressaem os presuntos e os enchidos.

Com o advento das descobertas marítimas, a culinária portuguesa rapidamente integrou o uso, por vezes quase excessivo, de especiarias e do açúcar, além de outros produtos, como o feijão e a batata, que foram adaptados como produtos essenciais. Nota-se que a variedade de pratos regionais se verifica mesmo em áreas restritas. Duas cidades vizinhas podem apresentar, sob o mesmo nome, pratos que podem diferir bastante na forma de preparação, ainda que partilhem a mesma receita de base. A generalizações nem sempre estão corretas: as diversas culinárias regionais variam muito na mesma região.

Abaixo exemplos de preparações típicas portuguesas:


Trutas Abafadas - Comum na região de Beira Alta, a preparação se resume a truta marinada e finalizada cozida ao bafo.

Filhós - semelhante ao nosso "bolinho de chuva", tradicionalmente consumido na região de Algarve.

Bacalhau à Gomes de Sá - tradicional na região entre Douro e Minho - receita de bacalhau com batata, ovos, azeitona preta, azeite de oliva e temperos.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Breve resumo sobre a culinária francesa

A culinária da França compreende uma grande variedade de pratos e goza de grande prestígio no mundo, principalmente no ocidente.

A grandes variedades de queijos e vinhos são a imagem de marca da França em termos de gastronomia.

Tradicionalmente, cada região tem uma culinária própria: a do noroeste usa manteiga, creme de leite (crème fraiche) e maçãs; a culinária provençal (do sudeste) prefere azeite, verduras e tomate; a do sudoeste usa gordura de pato, fígado foie gras, cogumelos (cèpes) e moelas; a culinária do nordeste relembra a culinária da Alemanha e usa banha de porco, salsichas e chucrute (choucroute).
Além destas quatro áreas gerais, há muitos mais tipos de culinárias locais, como a do vale do rioLoire, famosa pelos delicados pratos de peixe de água doce e pelos vinhos brancos; a cozinha basca, famosa pelo uso de tomate e pimentão, e a culinária do Roussillon, semelhante à culinária da Catalunha.

Com as deslocações e viagens constantes de hoje, tais diferenças regionais são menos acentuadas do que foram, mas ainda se sentem claramente. O viajante que atravesse a França notará alterações significativas na forma de cozinhar e nos pratos servidos. Além disso, o interesse recente dos consumidores franceses por produtos alimentares locais, dos campos locais (produits du terroir) significa que as culinárias regionais atravessam forte renascimento neste início do século XXI.

Foie Gras - termo em francês que significa "fígado gordo" - é o fígado de um pato ou ganso super alimentado (geralmente a base de milho).

Cèpes - cogumelo típico na região sudeste da França.

Choucroute - conserva de repolho fermentado - pode ser feito também com folhas de alface firme.


Mapa regional da França e suas tipicidades na gastronomia.

Fonte e fotos: Internet